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terça-feira, 18 de junho de 2013

Dilma finge que entendeu o recado das ruas


Esplanada dos Ministérios, Brasília, ontem à tarde (foto Folhapress)


Esta manhã, em depoimento na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado, o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse que o governo da presidente Dilma ainda tenta entender as principais razões dos protestos que tomaram as ruas das maiores capitais do país.

Bobinho, esse Gilberto.

Mal terminou a manhã, e Dilma já havia entendido tudo. Em resumo, segundo ela, a mensagem das ruas é de repúdio à corrupção e ao uso indevido do dinheiro público. Coisas que certamente não existem no governo dela - mas isso não foi dito.

E a péssima situação da saúde pública? E a pouca atenção com a educação? E a violência que assusta e mata país a fora impunemente? E a desigualdade social que não foi eliminada, nem poderia ter sido, pelo Bolsa Família e outros programas sociais do governo? Sim, e o preço das passagens de ônibus?

As ruas não gritam contra nada disso? Sequer murmuram? E se gritam esses são temas por acaso estranhos ao governo?

Dilma disse que o país acordou mais forte. Está certa.

A sociedade, de fato, acordou mais forte. Finalmente.

Não disse - nem poderia dizer - que os políticos e os governos - o dela, os estaduais e municipais - amanheceram mais fracos.

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Paul 71!



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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Fora do ar

Nelson Motta, no Blog do Noblat

Sonho de Zé Dirceu e criação de Franklin Martins, abençoada e bancada por Lula (“Vai ser uma BBC”, bravateou), depois de cinco anos de atividade não se pode comentar a qualidade da programação da TV Brasil, porque ninguém a vê.

Em abril a audiência média semanal em São Paulo foi de 0,1%, que corresponde a cerca de 600 domicílios. A sua maior audiência na primeira semana foi… o horário eleitoral gratuito: 3 mil residências.

Em um catastrófico exemplo de falta de planejamento, montaram estúdios, contrataram muita gente, compraram programas no Brasil e no exterior, produziram telejornais e programas de entrevistas, mas esqueceram o principal, o básico, o fundamental: som e imagem. A da TV Brasil é tão ruim, tão borrada e indefinida, que ninguém a veria mesmo com a melhor programação do mundo.

Nesse sentido, a TV Brasil se parece com o Brasil dos planos grandiosos. De que adianta investir na agricultura e na indústria sem estradas, ferrovias e hidrovias para o escoamento da produção? Para que serve produzir um bom programa de televisão se ele vai ser visto como um borrão sonoro? Na era digital, com a oferta massiva de canais, uma boa imagem é o mínimo para ir ao jogo. E a da TV Brasil é péssima.

Nossos produtos podem ser bons, mas a infraestrutura é ruim, a legislação, a burocracia e as práticas são borradas e indefinidas. Temos estádios novos e moderníssimos, mas sem acessos, como o Engenhão. Arenas maravilhosas vão melhorar o futebol jogado aqui? Ou só vai ficar mais caro, e seguiremos muito atrás das ligas europeias? E como o futebol vai melhorar se a CBF, as federações e os clubes continuam movidos a politicagem e negócios duvidosos?

Os idealistas, sim, eles existem, imaginavam uma TV pública com uma boa programação cultural, para informar e divertir, com um jornalismo ético e imparcial, como uma opção às emissoras privadas, sem baixar o nível, como a BBC.

Outros a ambicionavam como uma rede de televisão a serviço do partido no poder. Cinco anos depois, nem uma coisa nem outra: a TV Brasil está praticamente fora do ar e uma montanha de dinheiro foi pelos ares.

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terça-feira, 11 de junho de 2013

'Prefeitura não me deixa tocar mais na ponte'


O músico argentino Leopoldo Commisso

Quarta-feira passada (5/6), publiquei uma foto do argentino Leopoldo tocando violoncelo na Ponte Velha durante o pôr do sol.

Músicos como ele costumam se apresentar diariamente em parques, praças, calçadas, pontes e metrôs do mundo inteiro sem serem importunados.

E, como é de praxe, deixam os estojos de seus instrumentos abertos para receber um trocado ou outro das pessoas mais sensíveis ou menos apressadas.

De um modo geral, todos gostam de ouvir um instrumento tocado com maestria, principalmente os fora do comum, típicos das salas de concerto, como é o caso do violoncelo.

Por isso, fiquei surpreso com o comentário do Leopoldo postado aqui no RA, dizendo literalmente o seguinte: "Prefeitura nao me deja tocar mais na ponte porque e um 'patrimonio publico'... Sei la o que isso significa...".

A indignada surpresa foi tanta que tomei a liberdade de reproduzir o comentário do músico sem a sua devida autorização também no Facebook. Mas só fiz isso porque - em primeiro lugar - espero, de alguma forma, ajudá-lo.

Em segundo lugar, porque estou seriamente preocupado com a minha atividade nas ruas de Resende.

Será que serei também impedido de fotografar as pontes, as praças, os parques e outros locais considerados patrimônios públicos?

Mesmo sabendo que, de acordo com o Dicionário de Direitos Humanos, "patrimônio público é o conjunto de bens e direitos que pertence a todos e não a um determinado indivíduo ou entidade"?

Que, de acordo com o mesmo dicionário, "patrimônio público não tem um titular individualizado ou individualizável – seja ele ente da administração ou ente privado – sendo, assim, de todos, de toda a sociedade"?

Portanto, que mal pode causar à Ponte Velha (minha, sua, nossa, e não da prefeitura) um músico de formação clássica, tocando o seu nobre violoncelo, sentado no seu banquinho, ocupando um espaço mínimo, sem importunar e sem exigir nada de ninguém?

Quem tiver a resposta, sou todo ouvidos.

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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Personagem de quarta


Foto feita às 17:01

Leopoldo é argentino, de "Bonossaires", tem formação musical clássica, mas curte mais estrada do que orquestra. Por isso, já viajou quase toda a América Latina carregando o seu violoncelo, de onde tira prazer e sustento.

Em Penedo, cumprindo sua terceira ou quarta temporada, Leopoldo vem se apresentando regularmente em lugares como o DOC e o Parrilla, ao lado de outros músicos especializados em temas latinos.

Na Ponte Velha, hoje à tarde, o som que se ouvia era clássico, combinando com o belo pôr do sol de uma tarde fria de outono.

"Quando toco na rua é para arejar a cabeça e conhecer novas pessoas". Mas, unindo o útil ao agradável, ele sempre deixa o estojo do violoncelo aberto para receber gorjetas.

Enquanto conversávamos, duas pessoas perguntaram se poderiam trocar uma nota de dois reais por uma antiga de um real que estava dentro do estojo.

"Infelizmente não", respondeu Leopoldo, explicando que aquela era a sua nota da sorte, que o acompanhava há mais de sete anos.

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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Queda de avião em Resende provoca batida de carros


Foto G1

Do Portal G1

Um avião monomotor, com dois tripulantes, caiu no início da tarde desta quinta-feira (30), em Resende. O instrutor Artur Rodrigues Maio e o aluno Diego Marques, de 23 anos, foram levados para o Hospital de Emergência da cidade.

"O instrutor está em estado de choque, com ferimentos na cabeça. Já o aluno saiu do avião consciente, com machucados superficiais", informou o presidente do Aeroclube de Resende, Ricardo Manso Vieira.

Os dois fariam um voo de instrução local de piloto civil. Após decolar, eles perceberam uma pane mecânica. "Tentaram fazer uma curva de reversão para pousar no campo de futebol próximo ao aeroclube, mas acabaram colidindo com uma cerca", disse Ricardo.


Foto G1

Uma viatura da Polícia Militar bateu em um carro de passeio na tarde desta quinta-feira (30), na Estrada Resende-Riachuelo, em Resende.

O acidente aconteceu próximo ao trevo de entrada do bairro Morada da Colina. Apesar do impacto, ninguém ficou ferido. De acordo com testemunhas, o carro contornava a rotatória de acesso ao bairro, quando foi surpreendido pela viatura, que seguia pela contramão.

Segundo a Polícia Militar, o veículo seguia para as proximidades do Campo de Aviação para trabalhar na sinalização do local onde um avião (aquele mesmo da primeira matéria) caiu minutos antes.

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terça-feira, 28 de maio de 2013

Imagem de terça


Foto feita em Campos Elíseos às 16:56

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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Da série 'Onde tem desgraça, tem brasileiro'

Da Folha de S.Paulo

A empresária brasileira Patricia Paes, 37, mora há 18 anos na região de Oklahoma City, que foi atingida pelo tornado da última segunda-feira. Ela relata os momentos de desespero que sofreu para tentar atravessar o temporal dirigindo seu carro, guiada pelo marido via celular, até chegar em casa, onde estava sua filha Stella, de quatro meses.

"O sistema de meteorologia de Oklahoma já havia avisado, dias antes, que para aquela segunda-feira havia grandes chances de formação de tornado. Só restava saber onde seria.

Na hora do almoço, recebi uma ligação do meu marido avisando que as nuvens estavam se concentrando e que poderiam chegar à região do escritório da Câmara de Comércio do Sul de Oklahoma City, onde eu estava.

Normalmente o caminho até a minha casa leva 30 minutos. Eu teria de atravessar a cidade do extremo sul ao extremo norte.

A trajetória, no entanto, foi bem mais longa. Em pouco tempo, os ventos fortes se transformaram em um temporal de granizo. Os carros se abrigavam embaixo dos viadutos. Eu tive medo de que as pedras, de tão grandes, quebrassem o vidro, mas tomei a decisão de seguir dirigindo.

No fim, cheguei em casa a tempo de ver as primeiras imagens devastadoras na TV. O que mais impressionou é que o que eu estava vendo em pedaços eram os prédios de uma região que conheço tão bem. Abracei a Stella, chorei e agradeci."

Para ler a matéria completa, entre aqui.

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terça-feira, 7 de maio de 2013

Vazamento de óleo atinge o rio Paraíba do Sul














Pelo menos cinco cidades do Sul Fluminense cortadas pelo Rio Paraíba do Sul precisaram interromper a captação e o fornecimento de água devido à mancha formada por cerca de oito mil litros de óleo diesel que vazaram, na noite de domingo, de dutos da empresa Transpetro localizados na cidade de São José do Barreiro (SP).

O vazamento - que, segundo o Inea (Instituto Estadual do Ambiente), provocou uma mancha de 30 quilômetros de extensão - causou a interrupção do abastecimento de água em Resende, Porto Real, Volta Redonda, Pinheiral e Barra Mansa devido à presença do combustível nos rios Formoso, Sesmaria e Paraíba do Sul.

A Transpetro confirmou através de nota que o vazamento foi realizado pela ação de criminosos, que provocaram o vazamento do produto ao danificarem uma válvula para furtar óleo diesel.

A companhia esclareceu ainda que continua mobilizando todos os recursos necessários no intuito de conter os impactos para a população e o meio ambiente decorrentes dessa ação. Os trabalhos de contenção do produto estão sendo realizados em parceria com a Defesa Civil dos municípios.


O presidente da Agência de Meio Ambiente de Resende (Amar), Wilson Oliveira Ribeiro de Moura, explicou as ações realizadas pela Transpetro no município:

- O produto atingiu o Rio Formoso e, em seguida, o Sesmarias, onde desde segunda-feira estão sendo realizadas as barreiras de contenção. Caminhões trabalham em três pontos, nas proximidades da Universidade Estácio de Sá, do Resende Shopping e da Avenida Presidente Kennedy (foto acima), onde o Rio Sesmarias deságua no Paraíba do Sul. A empresa está trabalhando sem paralisações, mas a interrupção na captação de água foi a melhor opção para reduzir os impactos.

Para ler a matéria completa, entre aqui. Para ler a nota oficial da Transpetro sobre a ocorrência, entre aqui.

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O estranho caso de Afif Domingos




Se é possível você se opor ao PT durante toda sua trajetória política, tornar-se vice-governador de São Paulo na chapa do governador eleito pelo PSDB para depois, às vésperas de novas eleições, passar para o lado do PT em troca de um ministério inventado em cima da hora unicamente para abrigá-lo, daqui para frente tudo no seu ramo deverá será visto como algo natural.

Se não natural pelo menos incapaz de causar espanto. Afif Domingos acumulará as funções de vice-governador de São Paulo com as de ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa. Servirá a dois governos comandados por partidos adversários. Para não assumir o governo de São Paulo caso Alckmin viaje ao exterior, será obrigado a deixar o país. Já disse que o fará.

Por que Afif não renuncia ao cargo de vice-governador? Resposta dele: porque nada o impede de continuar no cargo. Afif seguirá desfrutando das vantagens, benefícios e comodidades que lhe oferece o cargo de vice-governador? Ou abrirá mão delas em favor das vantagens, benefícios e comodidades que lhe garante o cargo de ministro? Ele ainda nada disse a respeito.

Como vice-governador, Afif tem acesso a informações sobre São Paulo de natureza confidencial. Quem garante que não as compartilhará com Dilma Rousseff, sua nova patroa? Afinal, ela é a presidente da República. Deve ser bem informada. Affif fará questão de receber os salários de vice e de ministro de Estado? Ou abrirá mão de algum deles?

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domingo, 28 de abril de 2013

Mais um ano



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sábado, 27 de abril de 2013

Capa de sábado




Um fenômeno está transformando radicalmente as cidades de Resende e Porto Real, na região divisória entre Rio e São Paulo: ambas se tornaram pulsantes centros industriais que deverão receber uma injeção de aproximadamente 7 bilhões de reais até 2015, com a criação de pelo menos 5.000 empregos.

Polos automobilísticos do estado, elas são uma espécie de versão fluminense de Detroit, a capital americana do automóvel. Ali se concentram as fábricas das quatro grandes montadoras, e todas, sem exceção, seguem uma agressiva agenda de investimentos.

Pioneira na região, a Volkswagen Caminhões, recentemente adquirida pela MAN Latin America, aplicará 1 bilhão de reais na duplicação de sua produção anual de 70.000 veículos. A francesa PSA Peugeot Citroën gastará outros 3,7 bilhões para ampliar suas linhas de montagem.

Inaugurada na semana passada, a fábrica de retroescavadeiras da sul-coreana Hyundai custou 408 milhões de reais e vai gerar 1.000 postos de trabalho. A japonesa Nissan tem destinado 2,6 bilhões para a construção de um gigantesco parque industrial que entrará em operação em 2014 e produzirá 200.000 carros por ano, empregando 2.000 pessoas.

"Ficamos surpresos com a procura de engenheiros e pesquisadores do Rio, de Belo Horizonte e São Paulo interessados em trabalhar lá", diz François Dossa, presidente da montadora no Brasil.

Para ler a matéria completa, entre aqui.

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